16 de Dezembro, 14:39

Apesar do atraso no plantio produtores de Sorriso pretendem manter a média na safrinha


O ano ‘atípico’ em Mato Grosso, que prolongou o início da safra de soja em muitas regiões, fez-se sentir nas lavouras do produtor de Nova Mutum, Luiz Divino da Silva, que finalizou o plantio na mesma condições que outros: atrasado.
O melhor período de produção da oleaginosa, segundo Silva (cuja área total corresponde a 24,5 mil hectares), seria o final do mês de novembro. ‘Se passou do dia 20 de novembro existe uma tendência de ver a média da produtividade caindo’, afirma.
Poucos foram os produtores que arriscaram plantar a oleaginosa durante a seca, já que atentaram-se acerca da possibilidade de impacto sobre a semeadura. Segundo Bruno Gennaro Trevisan, gerente da unidade da cooperativa C. Vale de Nova Mutum, apenas 5% da área estava plantada antes da chuva. ‘Na verdade essa estiagem se prolongou. Ela foi diferente’, aponta.
Os casos de replantio, devido ao clima desfavorável, foram pontuais e as precipitações - localizadas, caíram de forma heterogênea pelo estado. O engenheiro agrônomo da mesma unidade, Amarildo Mancini, afirma que a seca se prolongou durante 20 dias em algumas regiões.
Apesar disso, o ânimo com relação ao tempo perdido na semeadura, devido à seca, e os impactos sobre a ‘safrinha’ de milho parecem encontrar sinais de recuperação. O analista da INTL FCStone, João Santucci, que esteve à campo documentando as condições da safra, comenta a percepção acerca do plantio de milho na região. ‘Uma coisa importante é que o agricultor de Sorriso, de uma forma geral, confirma que não vai ter redução de investimento na safrinha’, atenta. Exemplo disso é o produtor local Argino Bedin, que espera plantar 9 mil hectares de milho, a mesma área semeada no ano anterior.
A perspectiva de melhora se estende à questão logística. O prefeito de Sorriso, Dilceu Rossato, afirma que as novas obras de infraestrutura - BR-163 duplicada - permitirão o escoamento do excedente agrícola pelos portos fluviais ao norte do estado, agregando competitividade à lavoura Sorrisense, sobretudo às de milho, no mercado internacional.
Na primeira etapa da expedição safra, em parceria à Gazeta do Povo, a INTL FCStone finaliza sua avaliação e participação com otimismo. ‘A região é extremamente tecnificada, um plantio de altíssimo nível e referência para a agricultura nacional tanto para soja quanto para milho’, conclui o analista Santucci.



 

Texto: Carolina Barboza

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