05 de Março, 16:16

SAFRA

Mato Grosso estima perdas de R$ 500 milhões nas rodovias

 

Movimento quer melhorias para os caminhoneiros que passam dias sem poder escoar a safra

Acostumado a acelerar em boas pistas, próximo dos 200km/h, o piloto da Fórmula Truck Raijan Mascarello está engajado na campanha por melhorias de condições para os caminhoneiros que tentam trafegar pelas estradas no Mato Grosso, estado onde mora.

Menos de 40% das rodovias do estado são asfaltadas, e o período de chuva verificado em fevereiro deixou alguns trechos intransitáveis, causando muitos transtornos aos caminhoneiros que, nesta época do ano, ganham com o frete da safra.

"É triste ver as condições que os caminhoneiros estão vivendo, e tudo por falta de investimentos nas estradas. Alguns estão parados há dez dias, e isso representa prejuízo pra os caminhoneiros, para os agricultores e para o país, que deixa boa parte de sua produção estragar", lamentou Raijan Mascarello, que vive na região de Sapezal.

O piloto da Fórmula Truck, que também é agricultor, mostra um estudo feito em 2012 pela Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso, que revelou que dos 27 mil quilômetros de estradas estaduais, apenas sete mil são asfaltados. As rodovias federais também estão longe do ideal. Dos 5,5 mil quilômetros existentes, apenas 3,5 mil quilômetros tem pavimentação.

"Temos vários fatores complicando a vida dos caminhoneiros. Primeiro, a própria condição das estradas. Depois, as chuvas que causaram grandes cheias, especialmente no Rio Madeira, e que fez com que a safra não chegue até Porto Velho, nosso principal destino da produção. O governo estadual também precisa dar maior atenção às estradas secundárias, que estão mais próximas das propriedades em estado precário", lamentou Raijan.

Estado de Emergência

Várias cidades de Mato Grosso já estão em estado de emergência. Em Sorriso, algumas pontes foram levadas pela correnteza, inviabilizando o transporte. A prefeitura suspendeu o transporte de alunos a zona rural.

Em Terra Nova do Norte, o transporte escolar do meio rural está suspenso. As atividades no campo também estão sendo prejudicadas pela falta de condições de escoamento da produção.

Em Santo Antônio de Leverger o prefeito Valdir Ribeiro decretou estado de alerta e pediu para que a Usina de Manso não abra as comportas, pois se isso for feito a cidade será drasticamente castigada. O município já está com várias comunidades isoladas e alagadas.

O município de Barra do Bugres também está em situação de emergência. De acordo com a Defesa Civil, o rio Paraguai inundou casas e deixou várias famílias desabrigadas. Os municípios de São Félix e Barão de Melgaço estão em estado de Atenção.

 

 

 

Texto: JR Assessoria

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