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29 de Novembro, 15:36

ONG lança aplicativo de apoio às pessoas que convivem com Aids

 

 

Ferramenta será gratuita e servirá como rede de apoio psicossocial também à família e amigos

 

Conhecida nacionalmente pela defesa de pessoas que vivem com Aids, a ONG brasiliense Amigos da Vida lançará no próximo dia 01 de dezembro, data da comemoração do Dia Mundial da Luta Contra a Aids, um aplicativo de apoio e relacionamento com foco em pessoas que vivem e convivem com o HIV/Aids. O lançamento ocorrerá na sede da Federação do Comércio do Distrito Federal, às 17h.

A ideia surgiu do coordenador de Marketing Social da entidade, Pedro Alves, após conduzir uma entrevista com mais de 600 jovens em diversos apps de relacionamento. O objetivo foi sensibilizar e levar informação acerca das Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST's), HIV, Aids e hepatites virais tirando dúvidas de adolescentes, jovens e adultos. "Com os resultados da pesquisa, foi inferida a necessidade de se criar um app que levasse interação aos usuários, combate ao estigma da Aids, informações de tratamento e prevenção ao HIV/Aids além de proporcionar relacionamentos de amizade e namoro com segurança", explica ele.

Batizado de HIVE, ou colmeia em tradução livre, o aplicativo tem como objetivo levar informação, conectando pessoas e levando o conhecimento como forma de interação sem distinção de cor, credo, raça e status sorológico. "O conceito de união, aceitação, prevenção, segurança e autoestima fomentam o empoderamento dos jovens a cerca da saúde sexual e tratamento precoce em casos de infecção por HIV/Aids e demais IST's", sustenta o presidente da ONG, Christiano Ramos, conhecido militante da causa.

Dados assustam

Segundo o último Boletim Epidemiológico da Aids do Ministério da Saúde, houve um drástico aumento de infecção do HIV/Aids entre jovens na faixa etária de 15 a 24 anos. O relatório sustenta ainda que, de 2006 para 2015, a taxa mais que triplicou (de 2,4 para 6,9 casos/100 mil habitantes) entre aqueles com 15 a 19 anos. Os números também não favorecem a faixa etária entre 20 e 24, que quase dobrou os casos (de 15,9 para 33,1 casos/100 mil habitantes).

 

 

 

Texto: imprensa=grupobjetiva

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