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09 de Outubro, 20:33

Vazio sanitário do algodoeiro chega ao restante de Mato Grosso no domingo

 

 

Medida começa a vigorar nos municípios das regiões de Campo Novo do Parecis, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sapezal

 

Os produtores de algodão dos municípios que integram os núcleos regionais Médio Norte, Norte e Noroeste - regiões de Campo Novo do Parecis, Sorriso, Lucas do Rio Verde e Sapezal, respectivamente - têm até o próximo dia 14 (sábado) para concluir a destruição dos restos culturais do algodoeiro. A partir de domingo (dia 15), começará o período de vazio sanitário nos municípios que integram a Região II, de acordo com a Instrução Normativa Conjunta Sedec/Indea-MT nº 001/2016, que dispõe sobre medidas fitossanitárias para controle do bicudo-do-algodoeiro em Mato Grosso.

A legislação vigente dividiu o estado em duas grandes regiões no que diz respeito ao calendário de plantio do algodoeiro e ao vazio sanitário, período caracterizado pela ausência de plantas com risco fitossanitário e restrição de plantio.

Na Região I, integrada por municípios dos núcleos regionais Centro, Centro Leste e Sul (regiões de Campo Verde, Primavera do Leste e Rondonópolis, respectivamente), o vazio sanitário foi iniciado em 1º de outubro e terminará em 30 de novembro. A semeadura da safra 2017/18 está autorizada a partir de 1º de dezembro.

No caso da Região II, o término do vazio acontecerá em 14 de dezembro e o plantio da próxima safra poderá ser iniciado no dia 15. 

Essas alterações foram definidas por consenso entre pesquisadores, produtores de algodão, técnicos das fazendas e órgãos de fiscalização, inclusive com a participação dos Grupos Técnicos do Algodão (GTAs).

Para Alexandre Schenkel, presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores do Algodão (Ampa), é importante o produtor estar atento às determinações do Indea-MT para evitar uma pressão maior de pragas como o bicudo na próxima safra, já que o vazio sanitário visa eliminar a chamada "ponte verde", responsável pela alimentação de insetos-praga e vetores de doenças do algodoeiro no período de entressafra.

 

 

Texto: Martha Baptista

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